Caso

Learning Experiences Design; Facilitation

Servdebt + Way Beyond: Uma parceria em duas frentes

Na Servdebt, trabalhámos com líderes, para reposicionar o feedback como prática de desenvolvimento genuíno; e com gestores de crédito e advogados, para percorrer um caminho de aprendizagem assente em literacia e regulação emocional.

 

O Papel do Feedback na liderança

 

Com o propósito de ajudar as lideranças a integrar o feedback como prática regular, enquanto conversas que contribuem para o desenvolvimento contínuo das suas pessoas, facilitámos três workshops sobre feedback para 55 líderes da Servdebt.

Partindo da premissa de "uma organização é uma rede de conversações que visam a coordenação de acções para atingir resultados", trabalhámos a distinção entre discussão e diálogo, experimentámos práticas de diálogo Bohmiano, e criámos condições para conversas ricas através da construção de confiança e segurança psicológica.

Através de exercícios práticos como o "Volleyball Feedback", os participantes experienciaram o feedback não como algo positivo ou negativo, mas como informação essencial para o crescimento, equilibrando suporte e desafio de forma construtiva.

O workshop culminou com a consciencialização de que, quando não oferecemos feedback, estamos a roubar à outra pessoa uma parte do seu potencial de desenvolvimento e melhoria.

 
 

Desmistificámos mitos comuns sobre feedback

Reposicionámos o feedback como uma prática de aprendizagem colectiva: a partilha intencional de observações que estão fora do campo de consciência da pessoa, oferecida com o propósito genuíno de promover desenvolvimento.

Alguns exemplos de mitos são a ineficaz "sanduíche de feedback" ou a ideia de que dar feedback é uma conversa difícil.

 
 

À Descoberta das Emoções: literacia
e regulação emocional

Na segunda frente da parceria, o propósito foi apoiar gestores de crédito e advogados a desenvolverem conhecimentos que aumentassem a sua literacia emocional e melhorassem a sua resiliência e capacidade de auto-regulação no contexto do seu trabalho diário.

Concretamente, o desafio foi ajudarmos estas pessoas a gerirem conversas mais exigentes com maior confiança e eficácia e aplicando estratégias para melhor regulação e auto-regulação emocional.

Identificar e mapear emoções

Começámos por escutar as pessoas: realizámos focus groups em duas localizações, com dois grupos distintos, para perceber o que já funcionava e que necessidades emergiam do dia-a-dia das pessoas.

A partir daqui desenhámos um percurso que partia do reconhecimento das emoções e avançava para a regulação emocional consciente em contexto profissional. A importância de mapear emoções foi o ponto de partida.

Trabalhámos a ideia-chave de que emoções são mensageiras e que, quando as escutamos, tornam-se aliadas. Procurámos emoções predominantes e, curiosos, tentámos encontrar as melhores palavras para as traduzirmos.

Identificar triggers

O passo seguinte foi olharmos para a forma como todos temos gatilhos emocionais que nos activam e como existe uma descoberta essencial a fazer quando falamos de regulação emocional: entre emoção e comportamento, há um pequeno espaço no meio, a que devemos dar atenção, pois é do conhecimento do que aí acontece que podemos escolher, de forma consciente, a melhor resposta. Por exemplo, durante as conversas que temos.

Daí avançámos para as emoções na conversação. Ora, se toda a conversação acontece dentro de um estado emocional, se não falamos a partir do que dizemos, mas a partir do estado emocional em que estamos, então precisamos de aprender a reconhecer a partir de onde dizemos o que dizemos (emoções e percepções). Pedimos aos grupos que partilhassem e explorassem casos reais do seu dia-a-dia de trabalho.

Por fim, também em conjunto, explorámos o kit de emergência emocional: práticas concretas de regulação emocional como, por exemplo, respiração, nomeação (name it to tame it), distinção entre factos e interpretações e outras que os participantes identificaram e partilharam.

O que encontrámos pelo caminho

Sentimos as pessoas presentes, atentas, disponíveis para participar e partilhar. Houve abertura à vulnerabilidade e uma compreensão clara de que essa vulnerabilidade fazia parte do processo.

Percebemos como se divertem juntas, e como isso pode ser um indicador importante de um ambiente de trabalho saudável, em que momentos como estes reforçam a confiança e criam espaços seguros para conversas que aproximam.

Cumprimos o objectivo de ter momentos de partilha e reflexão e de contribuir para que as pessoas se sentissem ouvidas e valorizadas.

O que fica e o
que se abre como continuidade

Com estas sessões, cremos ter ajudado as pessoas a aumentarem a sua literacia emocional, sentindo-se mais capazes de: reconhecer emoções, compreender o que são e para que servem, mapear os principais gatilhos de stress no ambiente de trabalho e identificar recursos internos já existentes.

Ainda ganharam mais consciência da importância dos protocolos de mútua ajuda em situações de pressão e de formas de reforçar vínculo e confiança com a equipa.

Percebemos também que as pessoas gostariam de ter saído com um conjunto mais robusto de ferramentas práticas de regulação emocional, aplicáveis de forma imediata ao seu contexto específico de trabalho.

Esta é uma oportunidade clara para trabalho futuro, um passo num percurso mais longo de desenvolvimento e cuidado com as pessoas, e com aprendizagens importantes sobre como aprofundar ainda mais a componente prática em contextos de negócio muito específicos.

Obrigada, Servdebt!


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