Contexto
Equipas
“Quando a equipa não funciona como equipa”
“Quando a reunião substitui a conversa”
A maior parte das equipas não é, ainda, uma equipa. É um grupo de pessoas competentes que coordena tarefas, e que raramente pára para conversar sobre a forma como trabalha. Os sintomas conhecem-se: reuniões que enchem a agenda e decidem pouco, silêncios que toda a gente nota e ninguém nomeia, assuntos que só se dizem no corredor.
A matéria-prima mais decisiva de uma equipa é a forma como conversa. Numa organização circulam quatro tipos de conversa: de acção, de possibilidade, de relação, e a metaconversação, a conversa sobre a forma como se conversa. Quase todas as equipas praticam sobretudo o primeiro. O nosso trabalho é devolver-lhes os outros três.
Uma equipa é um conjunto de pessoas que se pôs de acordo em como chegar a acordo quando não estão de acordo.
Nível 1
Provocar
Um offsite ou uma sessão de trabalho desenhados a partir de conversas individuais de escuta com cada pessoa, porque a escuta se faz na conversa, não no questionário. Serve para pôr em cima da mesa o que a equipa já sabe e ainda não disse: o que nos trouxe até aqui, o que nos está a travar, que acordos queremos fazer.
Accenture, 2026
Dois dias fora do escritório com a equipa sénior de uma conta de centenas de pessoas, em modo "bombeiro" permanente. Primeiro dia: o que nos fez ter sucesso, o que nos está a travar, e um contrato de equipa. Segundo dia: o futuro. Saíram de lá com prioridades, e com conversas que não aconteciam há anos.
Nível 2
Desenvolver
Um acompanhamento ao longo de meses, a que chamamos Team Learning Journey. Conversa com o líder, sessões de facilitação com a equipa, trabalho entre sessões. Na prática: dar nome ao não-dito (as "conversas de cozinha"), rever as regras e princípios da equipa, treinar a metaconversação. Facilitação, não terapia. E o objectivo, paradoxalmente, é tornarmo-nos dispensáveis.
Galp, Auditoria Interna, 2017
Dois dias de desenho estratégico e cultural com a equipa de Auditoria Interna, seguidos de coaching de equipa. O indicador de sucesso foi invulgar: a equipa interrompeu o acompanhamento antes do previsto, por já se sentir autónoma.
Nível 3
Transformar
Quando a equipa que precisa de mudar é a que gere a organização. Acompanhamento longo de comissões executivas e equipas de direcção, incluindo o trabalho a partir das suas reuniões reais, porque é lá que a cultura da equipa se vê. O sistema inteiro está na sala: o líder, a equipa e a forma como se falam.
AbbVie, parceria plurianual
Uma parceria de anos com a equipa de liderança: conversações temáticas, trabalho sobre propósito, cultura e estratégia, e programas co-desenhados pelos próprios líderes, ano após ano.